Conferências municipais envolvem mais de um milhão de participantes

A presidenta do CNAS, Luziele Tapajós, participa, de amanhã, dia 4, a sexta-feira, dia 6, da Conferência Municipal de Assistência Social de São Paulo.O conselheiro José Crus participa, na de 11 a 13, da Conferência em Aracajú (SE). Os demais municípios brasileiros já concluíram a etapa preparatória à IX Conferência Nacional de Assistência Social que se realizará em Brasília entre os dias 16 e 19 de dezembro.  No balanço feito pelo CNAS dos encontros municipais, chegou-se a um dado relevante: houve mais de um milhão de participantes do processo das Conferências em todo o Brasil. Esta semana tiveram início as Conferências Estaduais, próxima etapa que culmina com a IX Conferência de Assistência Social.

O levantamento do CNAS que aponta o número de participantes tem como base de referência os dados levantados pelo Censo Suas de 2011 sobre a participação das conferências municipais daquele ano. Assim, é possível inferir que 5.200 municípios realizaram conferências e 4.500 realizaram reuniões de mobilização (pré-conferências ou outro tipo de reunião preliminar). Com cálculos sobre o número de média de participantes por tamanho dos municípios, técnicos do CNAS avaliam que a etapa municipal da Conferência contou com, no mínimo cerca de um milhão e duzentos mil participantes.

A análise dos conselheiros nacionais é que o processo de conferências municipais foi bastante exitoso, com a nova metodologia definida para as Conferências. Foi o que constataram em suas viagens – o CNAS enviou representantes às conferências de capitais e de grandes cidades – em suas representações (18 dos 36 conselheiros são representantes da sociedade civil) e em suas cidades. É o que se supõe, também, ao considerar os relatos que chegam ao CNAS.

A conselheira Nílsia Lourdes dos Santos representou o CNAS nas conferências de Belo Horizonte e de São Luiz do Maranhão. O que viu em BH foi presença maciça de usuários. “Verificamos a maturidade da população, que participa e discute, democraticamente, e dentro do que se espera”.  Em São Luiz, a conselheira nacional viu uma particularidade: o conselho municipal assumiu em julho, ou seja, teve apenas dois meses para mobilizar a população. “Ainda assim, conseguiram lotar o auditório”, destaca.

A conselheira Cláudia Faquinote ficou impressionada com a conferência de Anápolis, município goiano situado a 60 quilômetros da capital do estado. “Havia mais de 250 pessoas e, na abertura, estavam os dirigentes dos poderes locais, prefeito, presidente da câmara”. Em sua análise, “essa participação demonstra a importância e o significado da Conferência para aquele coletivo.”

A Conselheira Luziele apontou o “debate profícuo, a presença dos atores em torno dos debates atuais do SUAS e a voz dos usuários dando o tom do SUAS nas cidades”. Relatórios enviados ao CNAS pelos conselhos municipais das capitais indicam que as metas estabelecidas para as reuniões foram alcançadas e todos se referem a ampla participação de usuários, trabalhadores, entidades de assistência governamental e não governamental, gestores e estudantes universitários.

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