Conselheiros estaduais reúnem-se em Brasília

Estiveram reunidos, no CNAS, representantes dos conselhos estaduais de Assistência Social de todo o país. Foram convidados dois representantes de cada conselho estadual – e do CAS DF –, um governamental e um da sociedade civil para a 1ª Reunião Trimestral do CNAS com os CEAS e CAS-DF de 2014.

Os conselheiros estaduais – reunidos com os conselheiros nacionais – avaliaram o processo de Conferência de Assistência Social do ano passado, bem como o processo de monitoramento de suas deliberações.

“As reuniões trimestrais representam um ganho para os conselhos estaduais”, destacou a presidente do Conselho Estadual de Assistência Social de Santa Catarina, Solange Bueno, proveniente de uma organização de usuários, a Associação Catarinense para Integração do Cego, e representante da sociedade civil em seu conselho. Para Solange, esses encontros entre conselhos estaduais e Conselho Nacional possibilitaram o entendimento e, portanto, maior eficácia, de deliberações do CNAS a serem cumpridas na esfera estadual.

Encontros possibilitam melhor entendimento de deliberações diz Solange Bueno de SC

Encontros possibilitam melhor entendimento de deliberações, diz Solange Bueno, de SC.

Para a representante do Conselho Estadual de Assistência Social de Rondônia Maria da Graça Paiva, a troca de experiências é a tônica dessas reuniões trimestrais. “Podemos ver, na fala de todos, a palavra ‘aprender’”, destacou, ao enfatizar que os conselhos estaduais otimizam sua função de controle social com a qualificação permanente e continuada de seus membros.

Para Graça Paiva de Rondônia aprender é a palavra chave.

Para Graça Paiva, de Rondônia, ‘aprender’ é a palavra chave.

O vice-presidente do Conselho Estadual de Assistência Social de Goiás, Pedro Sirtoli, destaca os pontos pelos quais considera importante o encontro promovido trimestralmente pelo CNAS. Em primeiro lugar, na sua análise, por provocar a aproximação entre Conselho Nacional e conselhos estaduais e induzir a aproximação entre os conselhos estaduais e os municipais. “Nessa dinâmica, podemos efetivar a construção do Sistema Único, que acontece, de fato, nos municípios”. Ele destaca, também, a importância do intercâmbio de ideias e de compartilhamento de soluções. Sirtoli enfatiza a dimensão de grandeza da Assistência Social: “estamos no Brasil inteiro, correndo juntos para construir um sistema de proteção social”.

Pedro Sirtoli Estamos no Brasil inteiro

Pedro Sirtoli: “Estamos no Brasil inteiro”

A socialização de informações, o compartilhamento de soluções para problemas semelhantes, é o ponto alto da Reunião Trimestral na análise da presidente do CEAS do Tocantins, Régina Mercês Aires. “Isso enriquece nosso trabalho por vários motivos”, afirma. “Primeiro, vemos que o controle social não é fácil, mas é possível. Segundo, porque voltamos para nossos estados revigorados, com novas ideias, cheios de iniciativas”. Segundo ela, é importante que o conselheiro estadual veja que os problemas que enfrenta ocorrem não só em seu estado. Régina faz questão de destacar o espaço que os conselhos estaduais têm no CNAS. “A abertura que esta gestão deu aos conselhos estaduais, o espaço que a atual presidente, Luziele Tapajós, abriu para todos nós não pode ser perdido com o final de seu mandato.”

Régina Aires do CEAS-TO não é fácil mas é possível

Régina Aires, do CEAS-TO: não é fácil, mas é possível

As reuniões trimestrais estão previstas no Regimento Interno do CNAS (§ 6º, Art. 9º), incluídas pela Resolução CNAS nº 21, de 22 de agosto de 2013. Foram realizadas, até hoje, três reuniões trimestrais, sendo que o CNAS arca com despesa de transporte e hospedagem de todos os participantes.

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